sexta-feira, 6 de junho de 2008

Moisés plagiou o Código de Hamurábi?


A revista teológica Hermenêutica (volume 6, 2006), do curso de Teologia da Faculdade Adventista da Bahia, publicou um artigo que refuta a acusação que alguns céticos fazem a respeito de um possível plágio de Moisés. O autor é o pastor Ozeas Caldas Moura, doutor em Teologia e editor da Casa Publicadora Brasileira. A seguir, alguns trechos do artigo: “Dentre as críticas que se fazem à Bíblia, está a de que Moisés (1520 – c. 1400 a.C.) teria dependido literariamente do Código de Hamurábi, rei babilônico de 1792 a 1750 a.C. Por essa datação para o reinado de Hamurábi, vê-se que entre sua morte e o nascimento de Moisés há um espaço de cerca de 230 anos. Assim, o Código Mosaico e o de Hamurábi estariam separados por um período aproximado de 300 anos.

“Seriam as leis do Código Mosaico mero plágio das contidas no Código de Hamurábi ou os paralelos poderiam ser fruto de antecedentes intelectuais e culturais semelhantes? Até que ponto as Leis Mosaicas são semelhantes ou diferentes das contidas no Código de Hamurábi?”

Em seguida, o Dr. Ozeas apresenta onze semelhanças entre ambas as leis, como por exemplo: Código Moisaico: “O homem que se deitar com a mulher de seu pai terá descoberto a nudez de seu pai; ambos serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles” (Lv 20:11). Código Hamurábico: “Se um cidadão, depois (da morte) de seu pai, dormiu no seio de sua mãe, queimarão a ambos” (Art. 157).

Segundo o Dr. Ozeas, “no que diz respeito às leis civis, morais e éticas, há bem pouca diferença entre as leis mosaicas e hamurabianas. A explicação para isso é que o tipo de sociedade da Babilônia, país onde reinou Hamurábi, era parecido com a sociedade israelita (com exceção de que a Babilônia era altamente urbana e comercializada, além de ser de cultura de irrigação, e a israelita era mais agrícola e pastoril e suas terras mais secas do que as da Babilônia). Assim, era de se esperar leis parecidas e, em alguns casos, iguais. Isso não denota plágio por parte de Moisés, pois se a vida nas sociedades babilônica e israelita era parecida, então as leis também deveriam sê-lo (como ainda hoje ocorre entre vários países do mundo e as leis que os regem)”.

O artigo apresenta, também, as significativas diferenças entre os códigos, que podem ser resumidas em três pontos:

1. Os códigos Mosaico e Hamurábico são diferentes em conteúdo: o Código Mosaico, além de conter leis civis, contém também leis religiosas; o Código de Hamurábi é puramente civil.

2. Os dois códigos são diferentes em sua origem: Hamurábi diz que recebeu seu código do deus sol (Shamash), enquanto Moisés recebeu suas leis diretamente de Deus (Yahweh).

3. Os dois códigos diferem em sua moralidade: do ponto de vista ético e espiritual, as leis de Moisés são superiores às de Hamurábi. Nas leis hebraicas é dado valor muito maior à vida humana; uma consideração muito maior à honra da mulher é vislumbrada, e um tratamento mais humano dos escravos é prescrito. Sobretudo, o Código Babilônico nada tem que corresponda à dupla regra áurea que percorre toda a legislação mosaica – o amor a Deus e ao próximo (Mt 22:37-40).

Alfred Jeremias resumiu a diferença no espírito da Tora e do Código Babilônico: “(1) Não há [no Código Babilônico] controle da cobiça; (2) não há limitação para o egoísmo, através do altruísmo; (3) não há nenhum lugar onde se encontre o postulado da caridade; (4) não pode ser encontrado um motivo religioso que reconheça o pecado como a destruição do povo porque está em oposição ao temor de Deus. No Código de Hamurábi estão ausentes todos os traços de pensamento religioso; por detrás da lei israelita levanta-se, a cada passo, a vontade soberana de um Deus santo; ela ostenta um caráter inteiramente religioso.”

O Dr. Ozeas conclui: “Graças a Deus pelos ensinamentos deixados por Moisés e aqueles contidos nas demais partes da Bíblia! E em comparação com o Código de Hamurábi ou outro qualquer, vemos a superioridade, o alcance, a profundidade e atualidade da Palavra de Deus. Sejam nossas as palavras do salmista, quando disse: ‘Tenho visto que toda perfeição tem seu limite; mas o Teu mandamento é ilimitado. Quanto amo a Tua lei! É minha meditação, todo o dia!’ (Sl 119:96, 97).”

Novo [e ótimo] livro sobre criacionismo bíblico


Crianção é o primeiro livro-texto em língua alemã (agora traduzido para o português) a apresentar detalhadamente o modelo criacionista. É apropriado para jovens a partir de 14 anos. Partindo do estado atual da ciência, explica até mesmo fatos complicados de modo que possam ser facilmente compreendidos. Além de conter o livro em formato pdf, o DVD anexo fornece documentação mais extensa e aprofundada.

Criação deixa claro que as perguntas sobre “de onde” e “para onde” não devem ser respondidas somente pela observação e dedução, mas em última análise pela fé. Neste livro fica claro que muitos fatos hoje descobertos podem ser melhor explicados por meio do modelo criacionista.

Criação torna-se, assim, uma ferramenta valiosa para o ensino do Criacionismo Bíblico sistematizado nas escolas. “Criação utiliza uma linguagem clara e compreensível, sem superficialidade. As exposições da história bíblica das origens são formuladas de maneira bastante feliz e precisa. Os capítulos referentes às ciências naturais proporcionam acesso fácil aos temas complexos e são bastante atuais.”

Totalmente ilustrado em cores, é um ótimo recurso para se entender melhor o pensamenro criacionista.

Mais informações pelos fones (61)3468-3892 / 3468-1984 ou no site www.scb.org.br

Meditações Diárias


A Família de Deus
Por esta causa me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no Céu como sobre a Terra. Efésios 3:14, 15

Apesar de a “igreja do Deus vivo” (1Tm 3:15) ser uma só, ela é composta, devido ao pecado, de duas assembléias: a dos santos da Terra, “a qual Ele (Cristo) comprou com o Seu próprio sangue” (At 20:28); e a dos Céus, aquela formada por entes que nunca pecaram.

Bem logo, porém, os membros da Terra se unirão com os membros lá de cima. Então, todos nós que subirmos da Terra receberemos a cidadania celestial, independentemente da classe social, genealogia ou nacionalidade a qual somos classificados na Terra. Formaremos uma só família, uma única assembléia, por toda a eternidade; seremos a universal assembléia dos santos. O Dr. S. J. Schwantes afirmou que o que empolgava o pensamento de Paulo era o tema da união da família, tanto celeste como terrestre.

“A igreja de Deus na Terra é uma com a igreja no Céu”, diz Ellen White. “Os crentes na Terra, e os que não caíram nunca, no Alto, formam uma igreja. Todo ser celestial se interessa nas assembléias dos santos, que na Terra se reúnem para adorar em espírito e verdade, e na beleza da santidade.

“No pátio interior do Céu, eles escutam os testemunhos das testemunhas de Cristo no pátio exterior da Terra, e os louvores e ações de graças que vão da Igreja em baixo são colhidos na antífona celeste, e ressoa o louvor e o regozijo pela corte celeste, por Cristo não haver morrido inutilmente pelos caídos filhos de Adão.

“Em toda reunião dos santos embaixo, estão os anjos de Deus escutando a ação de graças, o louvor, a súplica feita pelo povo de Deus em testemunhos, cânticos e orações. Lembrem-se eles de que seus louvores são suplementados pelos coros da hoste angélica em cima” (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 165).

Temos que nos conscientizar de que o templo em que nos reunimos cada sábado não é nosso lugar definitivo de adoração; o nosso lugar definitivo de adoração está no Céu (Is 66:23). Temos, também, que nos conscientizar de que a casa em que moramos e vivemos não é lugar definitivo de nossa morada; o lugar definitivo de nossa morada está no Céu (Is 65:21, 22). A Terra é simplesmente a escola de Cristo onde estamos nos preparando para a cidadania celestial. Aqui somos peregrinos.

REFLEXÃO: “Deus é sobremodo tremendo na assembléia dos santos, e temível sobre todos os que O rodeiam” (Sl 89:7).

Água da Fonte - CPB

terça-feira, 3 de junho de 2008

A Ambição de Rick Warren


Nessa terça, o site da revista americana Time publicou uma interessante reportagem sobre a ambição e os últimos pensamentos de Rick Warren. Pela influência que Rick Warren tem exercido no mundo evangélico, vale a pena entender as suas idéias.

Após concluir um encontro de três dias, com 1.700 pastores, classificado por ele como "a conferência mais importante da sua vida", o autor de Uma Vida com Propósito apresentou o seu plano para a coalizão PEACE.

A coalizão PEACE é um plano de ambição épica para envolver pelo menos metade das dezenas de milhares de igrejas cristãs do mundo em uma gigante "rede de redes" dedicadas a aliviar a pobreza e a miséria do mundo em desenvolvimento.

Nos últimos quatro anos, Rick Warren testou o seu plano enviando quase 8 mil membros, dos 22 mil da igreja de Saddleback, e um grande número de outras 12 congregações para trabalhar em 68 países. O principal projeto tem sido em Ruanda, onde o presidente Paul Kagame já declarou a sua intenção de fazer do seu país a primeira Nação com Propósito.

Na conferência da última semana, ele foi capaz de aumentar o número de congregações participantes de 12 para 1.200 e espera-se que o número de missionários do PEACE pule de 2 mil para 200 mil.

O programa PEACE é uma tentativa de reengenharia da enorme cultura missionária evangélica, conectando igrejas dos Estados Unidos com congregações nos países, em vez de afunilar a ajuda e o evangelismo via agências que enviam profissionais treinados para o campo.

Um dos benefícios teóricos da coalizão é a eficiência; um outro seria o alcance, já que pequenas igrejas existem em lugares que mesmo os missionários mais dedicados não vão.

Rick Warren parece também querer diminuir as expectativas de resultados imediatos para este ambicioso projeto. Ele diz: "Este plano pode levar 50 anos, e portanto pode não ser completo durante a minha vida. Por isso eu chamo a próxima geração de geração da reforma"

Planeta Terra em trabalho de parto


Quem não fica estarrecido ante a quantidade, diversidade e gravidade de tragédias noticiadas a cada dia na mídia? Terremotos, ciclones, maremotos, guerras, assassinatos... Você já ouviu essa história antes?

Diante de tanta calamidade, os cristãos exclamam: “É o fim do mundo!” Em contraposição, os céticos rebatem: “Que fim de mundo que nada! Sempre houve guerras e terremotos. Há décadas se fala do fim do mundo, e até agora nada...”.

De fato, nada disso é novidade. Por isso é que a Bíblia diz: “Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras [...] mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores” (Mateus 24:6-8; ênfase acrescentada).

Que dores? Paulo responde: “[...] a destruição virá sobre eles de repente, como as dores de parto à mulher grávida”
(1 Tessalonicenses 5:3; ênfase acrescentada).

A Bíblia usa a metáfora das dores de parto para nos ajudar a entender quando e como ocorrerá o fim do mundo. É como se o mundo fosse a mulher grávida e as dores de parto, as tragédias.

Quando?

Assim como a mulher grávida não sabe exatamente quando seu filho decidirá nascer, nós também não sabemos quando será a vinda do Filho de Deus. A única coisa que sabemos é que “o dia do Senhor virá como ladrão à noite” (1 Tessalonicenses 5:2) – ou seja, repentinamente, sem data marcada.

Como?

Eu nunca passei pela experiência da maternidade. Então não posso dizer, por experiência própria, quanto dói dar à luz. O que eu sei é que a maioria das mulheres recorre à cesárea exatamente para fugir da dor.

Para as “contrações” do planeta Terra, porém, não há escapatória. “Toda a natureza criada geme até agora como em dores de parto.” (Romanos 8:22). Se isso já era verdade na época de Paulo, muito mais agora. E é aí que eu quero chegar.

As catástrofes ambientais e as crises econômicas, sociais e morais realmente sempre existiram, mas nunca tão intensas. Logo, se o aumento das dores de uma parturiente indicam que o bebê está chegando, o aumento do sofrimento do mundo, segundo a Bíblia, é um sinal de que Jesus está voltando.

Não haverá mais dor...

À primeira vista, tudo isso pode parecer aterrador, da mesma forma que para mim, uma aspirante a mamãe, é assustadora a idéia de passar pelas dores do parto. Mas pergunte a uma mãe que acabou de dar à luz: “Valeu a pena tanta dor?”. Nem é preciso palavras. O sorriso estampado em seu rosto enquanto contempla extasiada aquele pequeno ser, recém-chegado ao mundo, diz tudo.

Embora a dor seja grande, ela é passageira. Em breve, “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor” (Apocalipse 21:4). Por isso, Jesus nos motivou: “Quando começarem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabeça, porque estará próxima a redenção de vocês” (Lucas 21:28).

Acredite: por maior que seja o sofrimento hoje, a alegria de amanhã será incomparavelmente superior! Não perca isso de vista.

Marily Sales dos Reis

O mago que vendeu a alma para vender milhões


A revista Veja do dia 6/05 publicou uma resenha da biografia do “mago” Paulo Coelho (O Mago, editora Planeta, 632 páginas), escrita pelo jornalista Fernando Morais. Alguns trechos da matéria: “Longe de ser temerária, tamanha exposição íntima atesta a inteligência publicitária do escritor. Paulo Coelho atropelou um menino e fugiu sem prestar socorro? Consumiu drogas? Firmou pacto com o demônio? Sim, a biografia confirma tudo isso. Mas foram meros tropeços no caminho de um homem obstinado na realização de seu sonho: tornar-se famoso como escritor. No fim, o herói converte-se no Guerreiro da Luz, o sábio autor de O Alquimista. Os 100 milhões de livros que o mago vendeu em 160 países redimem (em tese) o passado vil.

“Filho desgarrado de uma família de classe média conservadora do Rio de Janeiro, Coelho foi o típico doidão que a cultura hippie glamourizou na virada dos anos 60 para os 70. A biografia revela suas experiências alucinógenas e sexuais. Ele teve, por exemplo, relações com homens... só para concluir que, no fim das contas, não era homossexual. Mas nem tudo foi colorido nos anos de desbunde. Coelho passou por duas internações psiquiátricas e teve relacionamentos difíceis, beirando o patológico. O mais tumultuado deles foi o romance com a arquiteta Adalgisa Magalhães, a Gisa. Depois de se submeter a um aborto, ela teve uma depressão pesada. Coelho incentivou-a a tentar suicídio – por motivos meio místicos, meio psicanalíticos, achava que essa terapia de choque poderia ajudá-la.

“Paulo Coelho fez muito dinheiro, nos anos 70, como parceiro do roqueiro Raul Seixas. Mas o que ele queria mesmo era fazer fama como escritor. Sua determinação começou a dar frutos com O Diário de um Mago, de 1987, e O Alquimista (até hoje seu maior sucesso, com 40 milhões de exemplares vendidos), do ano seguinte. O estilo pedestre e o misticismo de supermercado desses livros encontraram ressonância no grande público, mas desagradaram aos críticos. ...

“Em uma entrevista à Playboy, em 1992, Coelho gabou-se do tempo em que viveu com duas mulheres em Londres. O biógrafo corrigiu-o: Coelho não dava conta das duas sozinho – havia um segundo homem na animada cama inglesa –, e uma delas mais tarde reclamaria da performance sexual do escritor. Morais só não desacredita Coelho no seu terreno de eleição, o misticismo. Epifanias, assombrações, visões angelicais – a biografia dá crédito a tudo o que é bobagem sobrenatural. Nas páginas que precedem essas aventuras mágicas, porém, Paulo Coelho aparece falsificando a assinatura do próprio pai, plagiando um texto de Carlos Heitor Cony e dando entrevistas sobre um encontro com John Lennon que nunca aconteceu. O leitor que conhece aritmética básica pode levantar a dúvida legítima: as aventuras sobrenaturais do tal ‘mago’ não serão invenções da mesma ordem? Paulo Coelho é um péssimo escritor, mas talvez seja um gênio da ficção.”

A biografia de Morais também apresenta alguns trechos de diários e notas pessoais de Paulo Coelho, como esta, que trata das negociações para um pacto com o demônio, em 1971: “Senti que Você vinha fechando o círculo à minha volta, e sei que Você é mais forte que eu. Você tem mais interesse em comprar minha alma do que eu em vendê-la.”

Nota: Como explicar o fato de um autor – que segundo a crítica é tão ruim – ter conseguido o feito de se tornar o escritor brasileiro mais conhecido? Para Veja, “a biografia dá crédito a tudo o que é bobagem sobrenatural”. Para quem sabe o que acontece nos bastidores do conflito entre o bem e o mal, a história do pacto é uma ótima explicação para o sucesso do “mago”. Com uma história assim tão manchada e um sucesso de origem duvidosa, o homem ainda quer ser o guia espiritual das pessoas...[MB]

Meditações Diárias


Fiel a Toda Prova
Esdras havia dedicado a sua vida a estudar, e a praticar a Lei do Senhor, e a ensinar todos os Seus mandamentos ao povo de Israel. Esdras 7:10

Pedro passou boa parte da noite em oração. Pedia forças para a provação que viria. Na manhã seguinte, ele sabia que os oficiais viriam pedir-lhe que pegasse em armas no quartel.]

– Não posso fazer isso– respondeu o jovem com lágrimas.

Levaram Pedro até o rio, jogaram sua Bíblia na água e depois bateram nele. Então, um oficial montou num cavalo, tomou um açoite e conduziu Pedro pelo caminho de volta à caserna. Ele era açoitado a cada quilometro da viagem. Então, foi entregue a um oficial da guarda, que o colocou num tronco, com as mãos presas por algemas. Ele ficou nessa posição durante horas, sem poder fazer o menor movimento. No dia seguinte, foi levado ao hospital e entregue a um médico.

– Doutor– disse o oficial – , examine cuidadosamente este homem. Acreditamos que ele é louco.

O médico examinou Pedro e enviou o relatório de volta para a caserna. “É o homem mais são que já examinei em muito tempo”, escreveu ele.

Então, Pedro foi levado à presença de um juiz, sob a acusação de desobediência. Foi-lhe dada a sentença de sete meses na solitária. Ali, os dias pareciam não acabar. Nunca ele ansiou tanto a liberdade como naqueles sete meses.

Um dia, ele ouviu alguém chamar seu nome. Levantou-se e olhou pela janela da porta. Era seu pai. A porta foi aberta e eles se abraçaram.

– Tenho boas notícias para você – disse o pai. – Se você concordar em fazer o que eles mandam, será imediatamente posto em liberdade.

– Não posso fazer isso, pai – respondeu Pedro, com firmeza.

– Creio que nunca mais o verei novamente, meu filho – disse o pai, chorando ao partir.

Os oficiais desprezaram Pedro mais ainda, após ele ter rejeitado o conselho paterno. Contudo, Pedro não estava preocupado com isso. Ele desejava ser fiel a Deus como Esdras e nada mudaria sua vontade.

Pedro foi inabalável em sua fidelidade a Deus. Você também pode ser!

Inspiração Juvenil - CPB